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https://www.amazon.com.br  Rute Lombano

Capitulo I

 

 

 

 

 

                  O bar não estava tão cheio de mulheres aquela noite, qualquer uma delas poderia ser vitima de um belo homem que soubesse conversar.

 

              O dry martíni havia terminado, o copo vazio é colocado sobre o balcão.

              _Hei! - chama um homem alto de cabelos castanho claro e curto. - Hei!  - grita novamente para chamar a atenção de um dos garçons.

Um homem atrás do balcão era magro, usava um chapéu tipo quepe de policial, a camiseta colada ao corpo verde musgo e o avental branco por cima da calça caqui onde estava bordado o nome da boate, ele se aproximou do homem loiro.

           _Pois não senhor!

           _Traga outro desse.

O homem de avental virou as costas e preparou outra bebida, entrega para ele, o homem loiro vira-se para olhar a pista de dança onde várias mulheres dançavam sozinhas ou acompanhadas de outras mulheres uma musica frenética, eram poucos casais, “até parece que sou o único homem nesse lugar”. Pensava ele com um sorriso no canto da boca.

Ele bebia sozinho a um bom tempo, quando o mesmo garçom aparece.

          _Outra bebida? - pergunta

          _Manda!

O homem olha para o loiro dizendo:

          _Cara, é a quinta bebida. - diz o garçom com o copo na mão – Tem certeza de que vai ficar bem? Não está dirigindo, está?
          _Não! E não se preocupe comigo, eu tenho dinheiro para pagar.

          _Espero que sim, porque o patrão não gosta de quem dá calote.

O loiro alto enfia a mão no bolso da calça e pega o dinheiro para pagar e coloca sobre o balcão com a mão em cima ele arrasta para o homem.

           _Está satisfeito agora?

O homem não responde, apenas balança a cabeça.

           _Agora entrega a bebida.

Não tendo outra opção, o homem arrasta o copo até ele.

            _Dia difícil?

O loiro alto volta-se para o lado para ver uma linda jovem de cabelos longos e castanhos, os olhos eram brilhantes devido a luz do ambiente de um tom claro de castanho que quase chegava a ser verde. Ela era muito bonita e muito diferente das demais mulheres, o seu sorriso era inocente e espontâneo, a boca carnuda e pintada de leve de vermelho que deixou uma sedutora marca de batom na borda do copo que estava em sua delicada mão, algo naquela moça lhe dizia que ela queria algo a mais.

Ela lhe estende a mão dizendo:
           _Glória! Prazer.

           _Átila Evangelista, o prazer é todo meu.

A jovem sorriu pensando que ele poderia dispensar o evangelista, e que dizer somente o primeiro nome já estava de bom tamanho.

             _Um nome estranho e bem contraditório eu diria.

             _É verdade! Acho que meus pais não chegaram a um acordo.

             _E a quem você deve esse nome?
             _Meu pai era professor de historia e quando conheceu  minha mãe, ela era aspirante a freira.

          _Sua historia é a mais original, jamais ouvi algo assim.

          _Eu não costumo contar para qualquer pessoa.

          _Eu não sou qualquer pessoa?

          _Não, claro que não.

Ela toma mais um gole do seu drinque olhando para ele de forma sensual.

          _Quer dançar?

          _Não sou bom dançarino.

          _Uma pena!

          _Por que não dança com outra pessoa?

          _Não conheço  ninguém.

          _Veio a esse lugar sozinha?

          _Não, estou com amigas. - ela aponta para uma outra jovem de vestido verde que dançava balançando o corpo de um lado para o outro em frente  a um rapaz negro.

           _Acabou ficando sozinha.

           _Ela adora dançar, eu também, mas a diferença é que ela encontrou um parceiro.

           _É o que você quer?

           _Se você quiser...

ele sorri para ela ao levantar-se, levanta a mão esperando que ela lhe dê a chance de dançar com ele, ela segura em sua mão dizendo:
           _Podemos?

           _Que tal se fizermos algo melhor.

           _Como o quê, por exemplo?

           _Que tal irmos para um lugar mais tranquilo?

           _Por que não!

Ela segura na mão dele e os dois seguem para fora da boate, Glória acena para a amiga e desaparece pela porta.

Atila a conduzia para o estacionamento.

          _Você veio de carro?

          _Não, eu lhe disse que vim com uma amiga. Hoje eu bebo ela dança.

            _Sei, por causa da lei seca.

            _Sim, ela quase foi pega e não quer perder a habilitação.

Ele aciona o alarme de um veículo esporte.

Glória esperava que ele lhe abrisse a porta, o que ele não fez, Atila entrou no veículo e deu a partida.

Os dois seguiram a um pequeno prédio modesto de fachada simples. Glória começou a fiar tensa e a se mexer com intranquilidade no assento.

             _O que foi?

             _Quem mora aqui?

             _Eu. Por que? Não quer entrar?

             _Pensei que íamos para um motel.

             _Achei melhor aqui, mais tranquilo, não tem hora para sair, tenho TV à cabo e alguns filmes porno se você quiser.

             _Claro, por que não?

Ele sorria, ela parecia topar tudo, estava ficando interessante aquele encontro.

           _Eu tenho um talento especial para cozinhar, você vai gostar.

Ele abre a porta dando a ela passagem, assim que a jovem entrou ele trancou a porta.

Atila mostrou-se bem simpático e gentil, fez um delicioso molho branco para o macarrão que cozinhou e uma salada mista que parecia ser o prato principal, cortou uma carne que já estava assada, fez um molho picante e jogou por cima.

         _Meu Deus isso está divino!

         _Espero que aprecie tudo.

         _É muita comida.

         _Não gosto de miséria em nada.

Ele diz atrás do pequeno balcão despejando vinho sobre uma taça entregando a ela.

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